Tecnologias da Informação e Comunicação


A Fotografia, a Rádio, o Telefone e a Televisão e a Censura #2

Publicado em Cultura por ticflul em Julho 1, 2009
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A fotografia, 8ª no Manifesto das Artes, foi curiosamente a primeira ser abordada em aula, como responsável pela absorção do interesse cultural pela Literatura. O seu surgimento, cuja data provável é 1880 foi uma consequência de fazer retratos para as camadas mais altas da sociedade, com um cariz de perfeição realista. Recorremos rapidamente ao website Wikipedia que nos forneceu informação detalhada sobre a temática em causa. Pouco depois foi-nos lançado o convite de comentar o Poder das Imagens num sítio criado espeficamente para as aulas, ideia bastante oportuna e fascinante.

Já a rádio,teve a sua primeira difusão nos Eua em 1906 .  Sóo vinte e um anos depois desta é que surgiu a primeira estação emissora em Portugal( com o nome de CT1 AA). Grande parte do conteúdo destas, eram programas informativos, musicais e ainda incluia as “radionovelas” tiveram bastante sucesso no nosso país e que serviram de plataforma para ascensão numa carreira artistica de vários grandes nomes do teatro português. 

Nos chamados anos de ouro da rádio, que vão  desde 1930 até 1950, foi verificável um grande desenvolvimento de novos programas de radiofónicos, dois quais se destacam os programas humorísticos, que apesar de serem bastante limitados pela cesnura, conseguiam  contornas as condicionantes e elaborar textos muito criativos.

Dentro deste período, encontramos o primeiro rádio num automóvel, contudo vinte anos mais tarde o declínio da rádio começava a ser vísivel, tendo que se ajustar ao novos tempos, riscando grande parte da programação cultural existente e sintetizando recorrentemente os noticiários.

Relativamente ao telefone,apesar de toda a controvérsia em torno da sua criação, atribui-se regularmente a Antonio Meucci por volta de  1860. A descoberta foi feita através de experiências realizadas por Meucci com os seus pacientes. Em casa, passou a usar o método para comunicar com a esposa, já que não tinha dinheiro suficiente para patentear o aparelho. Quem o veio a fazer foi, mais tarde, o escocês Alexander Graham Bell, tendo ficado com os louros da descoberta.
Os primeiros telefones a surgir funcionavam com ondas electromagnéticas. O sinal passava por uma central, onde atendiam as “telefonistas” que faziam as ligações. Nas famílias, em casa, o telefone aparece apenas nos anos 20, primeiramente nas grandes cidades. Existiam nas casas da burguesia, escondido no corredor. As crianças não o podiam utilizar e foi, durante muito tempo, apenas usado para troca de informações.

Quando se fala de televisão, é incontornável não se mencionar a BBC.Esta foi inaugurada em 1936, na Inglaterra, com uma imagem composta por 240 linhas, padrão mínimo que os técnicos chamavam de “alta definição”, por garantir uma boa qualidade e nitidez. No espaço de três meses o seu sistema oficial já era de 405 linhas. No ano seguinte três câmaras electrónicas transmitiram a cerimónia da coroação de Jorge VI para cerca de 50 mil telespectadores.
Na Rússia a televisão começou a funcionar em 1938. Um ano depois nos Estados Unidos, onde a National Broadcasting Company (NBC) transmitia inicialmente para cerca de 400 aparelhos na cidade de Nova Iorque, utilizando uma resolução de 340 linhas com 30 quadros por segundo.
A segunda guerra mundial começou em 1939 e a Alemanha foi o único país da Europa a manter a televisão no ar durante esse período. Paris voltou com as transmissões em Outubro de 1944, Moscovo em Dezembro de 1945 e a BBC em Junho de 1946.
No ano de 1950 já a França possuía uma emissora com definição de 819 linhas, a Inglaterra com 405 linhas, a Rússia com 625 linhas e os Estados Unidos e Japão com 525 linhas.
As transmissões regulares a cores nos E.U.A, começaram em 1954. Mas já em 1929, Hebert Eugene Ives realizou, em nova Iorque, as primeiras imagens coloridas com 50 linhas de definição por fio, cerca de 18 frames por segundo. Peter Goldmark aperfeiçoou o invento mecânico fazendo demonstrações com 343 linhas, a 20 frames por segundo, em 1940.
Já nas últimas aulas foi abordada a censura. Actualmente, a mão da censura é bastante mais invisível, mas ainda influente nos mais variados campos como a comunicação social ou o ensino. Uma situação paradigmática da censura foi ainda no tempo do Antigo Regime, cuja a censura de toda produção passa pela PIDE. A censura chegou também à Internet, através de um acordo entre países que proíbe o acesso a determinados sites, como páginas com conteúdos de pedofilia, por exemplo. Mas a melhor solução talvez fosse processar os donos das páginas, não bloqueá-las. Tecnologicamente, não se deve bloquear conteúdos; não resolve o problema.
Os países que assinaram o acordo, são conhecidos como “países inimigos da Internet”. Entre eles, está a China que, na época dos jogos olímpicos, não desbloqueou o acesso aos sites de jornais estrangeiros, inibindo, assim, os próprios jornalistas estrangeiros no país a visitarem as páginas dos seus jornais.
A própria Google, na China, trabalha duma forma que ajuda a censura por parte do Estado; isto acontece para que as pessoas não se revoltem contra o Sistema. Tendo querido, obviamente, a Google entrar no maior mercado do mundo, concordou com isto. Também através do Yahoo!, o Governo Chinês perseguia críticos do Regime, através de dados fornecidos pela empresa. Mas não é só na China que isto se verifica, também na Arábia Saudita, por exemplo, há uma grande preocupação com a filtragem dos conteúdos provenientes de outras culturas.
Surge, então, o projecto que luta contra a censura da Internet e que actua, principalmente, na China, o Picidae. É utilizado um software que permite aceder aos sites que estão bloqueados. O desbloqueamento é feito através de imagens, já que os sites são bloqueados é através de palavras.

Conceitos do Mundo da Cibernáutica #1

Publicado em Informática por ticflul em Julho 1, 2009
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Nas primeiras aulas de TIC II deste segundo semestre foram introduzidos e esclarecidos os termos mais pertinentes que estão em discussão no mundo da informática. O primeiro a ser debatido foi o spam, que corresponde ao envio de mensagens de publicidade não solicitadas e que em grande parte dos casos não são totalmente seguras. Contudo esta situação já está a ser combatida se pensarmos no serviço Gmail que procura fazer uma selecção criteriosa dos nossos e-mails, conseguindo com sucesso evitar que muito do spam chegue à nossa caixa de entrada. Infelizmente o mesmo não se sucede com outros serviços de correiro electrónico como é o caso do Sapo ou Hotmail, nos quais encontramos frequentemente  anúncios que nos dão como vencedores de uma série de prémios.

Outro conceito fundamental, não tão conhecido como o anterior, é o cyber crime. É um assunto que está a atrair muito a atenção dos meios comunicação social em Portugal, visto que inclusivamente o canal de televisão TVI noticiou um caso que curiosamente envolveu indirectamente um jogador de futebol português: «Quis vender um Audi Q7, meti-o num stand virtual na internet por um valor, na altura foi por 60.000 euros. Tentei vender o carro, apareceu mil e uma pessoas para querer saber, ter dados do carro, queria comprar, se valia melhor preço, não valia e… num desses emails, uma pessoa entra em contacto comigo, pediu-me os dados do carro, se o carro era nacional, se era estrangeiro, e normalmente nessas situações nós devemos facultar todos os pedidos, e então nessa situação eu mandei a minha esposa imprimir os papéis do carro, é um carro importado, e pronto, essas pessoas, pela malícia, por serem más pessoas, tentaram vender o carro a outras pessoas», afirma Ricardo Costa que representa actualmente um clube alemão.Portanto, cyber crime pode ser considerado como uma fraude virtual feita sempre através da internet. Já o phising, tema ao qual foi também dado destaque, pode ser entendido como uma tentativa de aceder a dados pessoais, mais concretamente  aos códigos dos cartões de crédito ou informações sobre contas bancárias com o intuito de retirar cuidadosamente quantias mínimas de cada vez para não levantar suspeitas.

Também as noções de copyleft e copyright foram focadas. À primeira corresponde a ideia de permissão da cópia da obra e também a modificação da mesma.É na área musical que o copyleft  tem sido fortemente impulsionado, também em Portugal pelo contributo das mais variadas net-labels, cujo mais relevante foi o da récem extinta, Merzbau que lançou alguns nomes como Walter Benjmain, Noiserv, B Fachada ou Chat através das licenças que a Creative Commons oferece que seguem o critério do  copyleft. Contudo, o copyright é bem mais restrito, pois não podem ser feitas qualquer cópia ou modificação por um determinado período de tempo. Apenas depois de excedido esse tempo é que é se torna parte do domínio público.

Um dos conceitos com que mais frequentemnte lidamos, infelizmente pelos piores motivos, é o de vírus. Estes caracterizam-se essencialmente por infectar o sistema do nosso computador. Foram abordados também  vários tipos de vírus, desde do celébre trojan horse a outros mais raros.

Posteriormente, foram também debatidas as noções de  hacker e de cracker.  Ao contrário do que o censo comum indica,  hacker  não corresponde a acções perversas, mas sim atitudes benéficas como a  melhoria dos softwares. Portanto, crackers são os verdadeirmamente prejudiciais que tantas dores de cabeça dão a muitos utilizadores.

Nas aulas da semanas seguinte esta temática foi aprofundada, sendo mencionado um dos mais paradimgáticos hackers  do momento, rms(nome de um ficheiro de um software livre), ou seja, Richard Stallman. Stallman, começou por estudar biologia, contudo acabou por se formar em  Matemática e Física. Importa também saber que este conhecido hacker fundou o  Free Software Movement.

Foi-nos mostrado também o primeiro portátil do mundo, o Osborne 1, que  surgiu pelas mãos de Lee Felsenstein no ano de 1981, custando cerca de mil novencentos e novento e cinco doláres.  Da mente de Flesenstein nasceu também o Community Memory Project, que consistia na recepção e envio de mensagens. Também Ken Williams fundador, juntamente com a mulher, da empresa de jogos Sierra  Entertainment é um dos hackers mais citados no mundo da informática . Tal como Williams, grande parte dos hackers apoiam políticas de esquerda e por isto podemos entender facilmente a emancipação do software, aliás como foi dito, a emancipação dos seus códigos.

Posteriormente falou-se no Pirate Bay,foi criado em 2004, por  uma organização anti copyright sueca. Os problemas começaram a surgir quando a Procuradoria Sueca abriu um caso contra este website. Curiosamente, o partiro defensor da pirataria que está por de trás destas ideias deste site foi eleito para se sentar no Parlamento Europeu, nas recentes eleições europeias.

Mas, certamente um dos temas mais fascinantes discutidos em aula  foi sem margem para dúvidas,  foi as wikis. Estas, conhecidas mundialmente, através da grande base dados culturais, Wikipedia, funcionam como um simples software de edição de textos, que permite a qualquer pessoa  fazer uso dessa mesma edição, sem que esta seja alvo de revisão. Ward Cunnigham é o nome que está por de trás da wiki.Esta ideia surgiu em 1994, tendo como significado “rápido” em havaiano. A wiki servia essencialmente o trabalho colectivo de vários programadores, facilitando a interacção entre estes. Actualmente, estão a ser desenvolvidas algumas junções de caracteristicas técnicas da wiki com outros recursos de publicação online, como o blog, daí o nome bliki. Portanto, estas possuem estilo de edição muito semelhante aos que encontramos comumente nas wikis, mas também a título exemplo a ordenação cronológica das postagens que é característica regular de qualquer blog.

Aulas depois, tivemos a grande oportunidade de vir a experimentar uma ferramenta que nos permite construir facilmente um site, o Google Sites. De facto, para leigos a acessbilidade e oferta deste serviço gratuito acaba por ser bastante rica, contudo é ainda imcoparável  a técnica e o rigorosidade de outras como o Frontpage ou  Dreamweaver, cujo recurso é condicionado pelo preço dos mesmos. Nesta mesma semana, ainda foi abordado o conceito bastante actual e pertinente o MMO, isto é, Massive Multiplayer Online. Como o nome indica,  são jogos aos quais aderem grandes massas, como é o caso do conhecido Warcraft.

Contudo, a noção de realidade virtual esteve mais em foco nesta e nas aulas que se seguiram. Por realidade virtual, deve-se entender como uma realidade com verossimilhanças com  a realidade humana, as realidades virtuais correspondem as realidades construídas no mundo informático. O jogo que é do conhecimento de grande parte dos cibernautas é o Second Life que existe desde 2003. Aqui a realidade virtual aproxima-se de tal modo que até podemos encontrar uma moeda própria, o Linden Dollar.

Nas semanas seguintes, foi discutida a noção de avatar, isto é,  representação ficcionada-animada do utilizador.Falou-se também de outros jogos, como  Active Worlds e Entropia Universe.

Já nas últimas semanas de aulas  foram introduzidas novos motores de busca, versão beta, como  o Wolfram Alpha que oferece informação de uma forma bastante distinta daquela que tanto a ferramenta Google ou a Yahoo nos habituaram. O resultado da pesquisa é uma série de dados( escritos ou estatísticos) que corresponde a uma informação breve e concisa sobre o que procuramos. Por exemplo, se colocarmos o nome de Abraham Lincoln, a informação fornecida será maioritariamente biografia que juntamente com barras cronológicas torna a informação bastante precisa. Já outro novo motor de busca falado, o Bing, está bastante mais próximo dos mais tradicionais, mas a opção “xRank” nos oferece tal como o Wolfram, informação relativa às figuras ou temáticas mais pesquisadas  no motor de busca em causa.

Outro tema curioso que foi discutido em aula, foi  a emergência da robôtica.  Neste âmbito, foi desenvolvido  o turing test, que pretende confirmar a intelegência das máquinas. O teste foi desenvolvido por Alan Turing e conta com três participantes, sendo eles um júri, um computador e um outro ser humano. Na prática, apenas através de diálogo escrito, o júri tem de tentar distinguir quem é o humano e quem é a máquina pelo discurso que produzem, estando estes numa sala aparte e não sabendo o júri com qual dos dois está a comunicar.


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